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Colapso no abastecimento de água em São Paulo

Colapso no abastecimento de águaO abastecimento de água em metade da Grande São Paulo e nas regiões de Campinas, Jundiaí, Limeira e Piracicaba entrará em colapso até 2024, caso não sejam construídos novos reservatórios, em cinco anos. A avaliação faz parte das discussões para a renovação de outorga do Sistema Cantareira, que reorganizará a distribuição da água. O prazo para que os órgãos envolvidos na operação entreguem as propostas para a Agência Nacional de Águas (ANA) e para o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) vence nesta sexta-feira (08/11).

O Sistema Cantareira – o maior produtor de água dessas regiões e responsável pelo abastecimento de 14 milhões de moradores – não dará conta da demanda, decorrente do crescimento demográfico e industrial previsto para o período. A afirmação é de órgãos técnicos e entidades ligadas ao setor que alertam que governos e empresas de água terão de buscar novas fontes de recursos hídricos para suprir esse consumo. Só com o crescimento populacional médio anual estimado em 1% para a Grande São Paulo e 4% para a região de Campinas, será necessária a produção de água suficiente para abastecer 400 mil moradores a mais a cada ano.

“Vamos começar com racionamento de água e terminar no colapso. Se três reservatórios previstos não forem construídos, o colapso é certo. Eles são prioritários, questão de vida ou morte”, afirma o secretário executivo do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, entidade que representa 75 cidades abrangidas pela bacia e grandes empresas usuárias da água, Francisco Lahoz.

Pior que o Oriente Médio

A disponibilidade hídrica no período de estiagem na Grande São Paulo e nas regiões de Campinas, Jundiaí, Limeira e Piracicaba é menor do que a do Oriente Médio. De acordo com a Organização das Nações Unidades (ONU), quando uma área está abaixo de 1,5 milhão de litros de água por habitante por ano, há um estresse hídrico.

Na estiagem, a disponibilidade hídrica na Grande São Paulo é de 250 mil litros de água por habitante por ano e na bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí sobe para 408 mil litros. No Oriente Médio, a marca é de 450 mil litros.

O Plano das Bacias Hidrográficas do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundia (PCJ) para gestão dos mananciais de 2010 a 2020 já apontava que a dependência da Grande São Paulo das águas do interior e o acentuado crescimento, demográfico e econômico da região de Campinas têm levado à carência de maiores volumes de água para o abastecimento industrial e a irrigação. Um exemplo disso aconteceu há dois anos, quando a Toyota quis ampliar a fábrica em Indaiatuba. Por falta de oferta de recursos hídricos, foi para Sorocaba. “Por dia, 200 empresas deixam de se instalar na região”, afirma Lahoz.

Chuva

O governo estadual e entidades do setor concordam que o gerenciamento do Sistema Cantareira precisa de adequações. Um deles é em relação ao sistema de armazenamento de água, que se mostra problemático com muita chuva. “Precisamos de uma garantia que, se houver liberação das comportas, o que estava no banco de águas fica congelado. Porque senão, toda vez que chover muito, a poupança de água de Campinas desce rio abaixo”, diz Lahoz.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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